Incluído na lista de Obras Representativas da Unesco, Pedro Páramo é considerado um dos livros mais influentes, enigmáticos e sublimes da Literatura universal.
«A partir do momento em que o narrador, em busca de Pedro Páramo, seu pai, se cruza com um desconhecido que lhe declara que são irmãos e que todas as pessoas da povoação se chamam Páramo, o leitor já sabe que entrou num texto fantástico, cujas ramificações indefinidas não lhe são possíveis antecipar, mas cuja gravitação o atrai. A crítica ensaiou análises muito diversas. A História, a Geografia, a Política, a técnica
de Faulkner e de certos escritores russos, a Sociologia e o Simbolismo foram interpelados com afã; porém, até hoje, ainda ninguém conseguiu desenlear o arco-íris, para usar a estranha metáfora de John Keats.»
Jorge Luis Borges, Biblioteca Pessoal
Hoje considerada uma Obra Representativa da Unesco e «um dos livros mais influentes do século», a publicação de Pedro Páramo, em 1955, representou um ponto de viragem na literatura hispano-americana e mundial, que ajudou a renovar.
«A descoberta de Juan Rulfo — tal como a de Franz Kafka — será, sem dúvida, um capítulo essencial das minhas memórias (…) Não são muito mais de trezentas páginas, mas são quase tantas, e creio que tão perduráveis, como aquelas que conhecemos de Sófocles.»
Gabriel García Márquez,
Prémio Nobel de Literatura
«[Juan Rulfo] deu-nos uma imagem — não uma descrição — da nossa paisagem. As suas
intuições e obsessões pessoais incarnaram-se na pedra e na poeira. A sua visão deste mundo é, na realidade, a visão de outro mundo.»
Octavio Paz,
Prémio Nobel de Literatura
«[Pedro Páramo] é uma das melhores novelas das literaturas de língua hispânica e provavelmente da Literatura Universal.»
Jorge Luis Borges
«Um dos livros mais influentes do século.»
Susan Sontag
«Pura criação, dessas que fazem perder o fôlego como se o ar ficasse envenenado.»
Hélia Correia
«Uma obra fundamental do século xx. Há qualquer coisa de sublime em Pedro Páramo.»
Público