Primeiro e único romance de Elias Canetti, Auto-de-Fé é uma obra magistral e um dos livros fundamentais da história da Literatura.
Escrito no final do primeiro vinténio do século xx, retrato de uma sociedade em desintegração, Auto-de-Fé é o primeiro e único romance de Elias Canetti. Obra magistral, verdadeira «Comédia Humana da loucura», catapultou este escritor de génio forte e individual para a categoria dos principais autores europeus, ao lado de Robert Musil, Hermann Broch e Karl Kraus.
Misantropo, solitário, excêntrico, Peter Kien, erudito especialista em sinologia, é o proprietário da maior biblioteca da cidade, que ocupa todo o espaço do seu
apartamento. É aqui que este ser extremo, inteiramente «composto de livros», se refugia, evitando todo e qualquer contacto com o mundo. O ponto de viragem da sua vida é o casamento com Teresa, a sua governanta, ignorante e ávida. Expulso da sua própria casa, Kien será então obrigado a travar conhecimento com inúmeras personagens do mundo exterior, que o acompanharão neste longo exílio.
Os elogios da crítica:
«O tom de comédia desprovido de remorsos ajuda a construir um dos mundos mais envolventes do século xx.» – Salman Rushdie
«Obra-prima de ficção narrativa de um enorme e inclassificável escritor de língua alemã.» – António Guerreiro, Público
«Hoje, ninguém pode compreender a tragédia do século xx sem ler a sua obra.» – Guilherme d’Oliveira Martins
«A sua presença rigorosa honra a literatura.» – George Steiner
«Os críticos compararam Massa e Poder com as obras intelectualmente revolucionárias de
Marx,Freud e Fraser… Canetti escreve de forma mais lúcida e legível do que esses exploradores de ideias.» – The New York Times
«Intenso, provocador, brilhante… Canetti abarca toda a história humana.» – Time
«A sua escrita consegue captar a absoluta particularidade da vida humana, algo que nenhum sistema teórico alguma conseguirá fazer.» – New Statesman