«Descrevo o que vivi. A cruel realidade.»
Gulbahar Haitiwaji, Paris Match
A história de uma experiência aterradora num campo de concentração chinês.
O testemunho de uma sobrevivente que rejeita o silêncio.
Em 2006, Gulbahar Haitiwaji, mulher uigur a viver na província de Xinjiang, na China, decide abandonar o país com a família e fixar-se em França com o estatuto de refugiada política. Dez anos depois, é chamada pelo governo chinês, para resolver uma questão administrativa. Ao chegar ao aeroporto, é imediatamente detida sob a falsa acusação de terrorismo e separatismo islâmico e enviada para um «campo de reeducação», onde, ao longo de quase três anos, é interrogada, torturada, privada de alimento, manipulada, esterilizada, brutalizada.
Desde 2017, estes campos receberam mais de um milhão de uigures, minoria étnica muçulmana de origem turcomena que habita uma das regiões mais cobiçadas do território chinês, por onde passa a «nova rota da seda», caminho que liga a Ásia à Europa e que constitui o mais importante projeto político do presidente Xi Jinping. Em 2019, o New York Times tornou públicos os The Xinjiang Papers, que descrevem a repressão sistemática deste povo, através da sua detenção e deportação massiva para campos de concentração, naquilo que constitui um inequívoco crime contra a Humanidade.
Salva pela persistência da família e pela pressão da diplomacia internacional, Gulbahar recorda uma experiência aterradora, a que poucos resistem para contar a história. Este é o testemunho de uma mulher que sobreviveu e rejeitou o silêncio. A sua história é um apelo ao Ocidente, para que não feche os olhos a esta barbárie humanitária em curso.
«Um testemunho precioso. Haitiwaji explica que, «para os uigures, os campos são um mito urbano» alimentado pelo silêncio. «Se ninguém falar sobre eles, não são reais.» Haitiwaji dedica o seu testemunho a todos aqueles que não conseguiram escapar, assim contribuindo para o enriquecimento de um acervo de dolorosas memórias que cresce sem parar.»
The New York Times
«Um testemunho dilacerante de uma mulher uigur que resistiu a centenas de horas de interrogatórios, tortura, subnutrição, violência policial e lavagem cerebral… Um relato tenso e impressionante de um desastre humanitário a acontecer.»
Kirkus Reviews
«A descrição destemida que Haitiwaji faz da sua experiência num campo de concentração atual é uma reflexão lúcida sobre as diferentes formas que o genocídio assume ainda hoje. Este testemunho urgente é uma chamada de atenção para o leitor ocidental.»
Publishers Weekly
«Sobre o seu testemunho acerca dos «campos de reeducação», a autora confirma: «Descrevi o que vivi. A cruel realidade.»»
Ms